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IMPRENSAS OFICIAIS
IMPRENSA OFICIAL, ESSENCIAL, SEGURA E ATUAL
11 de novembro de 2011 Jornalista, diretor-geral da Imprensa Nacional e presidente da Associação Brasileira das Imprensas Oficiais A passagem do aniversário de 120 anos da Imprensa Oficial de Minas Gerais (6 de novembro) é motivo de sobra para uma reflexão sobre a importância dessa instituição com relevo para o Minas Gerais (o Diário Oficial do estado), sobre sua essencialidade. Não por acaso o Minas Gerais e a IOMG completam 120 anos conjuntamente com imprensas oficiais de vários estados brasileiros: Mato Grosso, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte.
O Brasil só veio a ter instituições com a vinda da Família Real portuguesa. Surgiu ali, em 1808, um Estado no Brasil. E, com ele, quais as primeiras instituições? Entre as três primeiras, a Impressão Régia, hoje Imprensa Nacional, responsável pelo Diário Oficial da União. Com ela, veio a atividade editorial que permitiria a instalação dos primeiros cursos de nível superior: medicina na Bahia e cursos militares no Rio de Janeiro. Era preciso manter a sociedade informada do que emanava do poder e lhe dizia respeito.
A comemoração de 120 anos das imprensas oficiais dos estados nasce da mesma circunstância. Estavam entre as instituições originais, advindas de uma ordem republicana que configurava o país como uma federação. De fato, nada tão republicano quanto assegurar a transparência das instituições oficiais, dos seus atos, das disposições que emana, criando ou regulamentando direitos, obrigações e procedimentos para a sociedade e cada um de seus cidadãos e organizações. Nada tão republicano quanto a imprensa oficial. Isso faz a sua essencialidade e lhe dá caráter de perenidade. Não há como se pensar em uma sociedade republicana, democrática, sem uma vigorosa imprensa oficial.
Pessoas menos informadas chegam a vê-las como anacrônicas, incompatíveis com a modernidade. Terão de recuar nessa compreensão injusta. Basta abrir seus portais eletrônicos, utilizar as ferramentas de pesquisa. Meramente do ponto de vista da tecnologia da informação, é como se um deles recebesse matérias de milhares de sucursais a cada uma de suas edições. Não é diferente com o Minas Gerais, um dos diários oficiais mais modernos do país. É preciso ter claro que cada ofício eletrônico tem certificação digital, como certificada também está cada matéria publicada nos diários oficiais.
A discussão sobre a extinção das versões impressas existe entre as instituições responsáveis, como é corrente entre os jornais de notícias e comerciais. É recomendado apenas que haja cautela, pois nos diários oficiais o requisito principal é a segurança da informação, que gera direitos e obrigações.
Pode-se dizer que os produtos impressos mais importantes do governo federal são o pa-pel-moeda e o Diário Oficial da União. E não há certeza de que qualquer um deles pode ser substituído por versões exclusivamente virtuais sem prejuízo considerável para a história e para as instituições. Mesmo os bancos, líderes nos investimentos em segurança da informação, não conseguem impedir invasões de contas. Se isso é grave do ponto de vista do correntista, imagine-se a adulteração de uma página de um diário oficial. O prejuízo seria de toda a sociedade. Felizmente, não há notícia do sucesso de hackers de diários oficiais impressos.
Se a publicação eletrônica concorre para a universalização da informação oficial, o meio impresso ainda tem mais credibilidade no quesito segurança. Daí, é indispensável avançar para a modernidade com as versões eletrônicas, mas perseguindo tenazmente sua maior segurança.
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