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ESTÁTUA E BUSTO DE GUTENBERG — O INVENTOR DA IMPRENSA

O Pai da Imprensa, o alemão Johannes Gensfleisch Gutenberg, é homenageado pelo Museu
da Imprensa com uma rara estátua de 1m71 de altura, produzida na Europa em meados do
século XIX. Igualmente raro e valioso é o busto em bronze de Gutenberg, assinado por pelo
francês Chardigny-François Barthélemy (1757–1813), doado pelo colecionador de artes
Roberto de Bulhões Natal. O Museu da Imprensa expõe também réplica de uma das 1282
páginas da Bíblia-42 (42 linhas) do inventor da prensa móvel tipográfica (o termo imprensa
deriva dessa máquina). É essa Bíblia que marca o nascimento da imprensa em 1450. Esse
primeiro livro impresso na Europa é o símbolo de um momento de transição da história da
humanidade.
Gutenberg (nascido em Mogúncia ou Mainz em 1398 ou 1400 – morto em 3 de fevereiro de
1468) criou a imprensa, invento que provocou uma revolução: a propagação — a circulação
— do conhecimento, das ideias do Renascimento. Isso foi tão importante para o mundo que
em 1997 a revista Time-Life escolheu o invento de Gutenberg como o mais importante do
segundo milênio. O verbete a respeito de Gutenberg da Catholic Encyclopedia menciona
que sua invenção teve um impacto cultural praticamente sem paralelo na Era Cristã.
Littera scripta manet – “a palavra escrita permanece”. Palavras ditas, há 2000 anos, por
Horácio, na Roma Antiga. Com Gutenberg, em Mainz, Alemanha, ela — palavra escrita —
ganhou grande impulso e com a revolução e mutação digital revigorou-se. Gutenberg deu
vida ao texto e democratizou o acesso a ele. Vitória da humanidade. A palavra escrita está
aqui: é a matéria-prima deste texto que você lê.
O Museu da Imprensa também não esqueceu de reverenciar os nomes de outros precursores
da imprensa, dois deles ligados a Gutenberg. Estátuas, produzidas na Europa e também de
meados do século XIX, homenageiam Peter Schoeffer (1425 – 1502), Johann Fust (1410 –
1466) e Laurens Coster Janszoon (1370 – 1440) – que teria fracassado em suas tentativas
de imprimir com tipos isolados de madeira. Segundo a maioria dos historiadores, foi nesse
ponto que Gutenberg avançou, resolvendo problemas bastante difíceis — como aquele que
tirou o sono de seus precursores: uma prancha de tipos de madeira só servia para um
impresso. O Pai da Imprensa pesquisou e desenvolveu uma técnica de impressão em papel
com tipos (caracteres) móveis, feitos com uma liga de chumbo e antimônio e fixados em
um molde ou matriz, que permitia combinações e recombinações e o reaproveitamento do
material. Além disso, fabricou tintas e escovas próprias para espalhá-las sobre os tipos. Era
a Tipografia que nascia.
E se espalhava pelo mundo. Alemanha, em 1445; Itália, 1464; Suíça, 1467; França, 1470;
Holanda, dois anos depois; Portugal, 1487; Em 1500, já havia oficinas de impressão em
226 cidades da Europa; México, em 1533, primeira na América; Peru, 1584; Estados
Unidos, em Massachusetts, 1638; e no Brasil a partir de 13 de maio de 1808, graças à
criação da Impressão Régia, hoje Imprensa Nacional.
Nos primeiros 150 anos da tipografia, apenas impressão de livros e folhetos. O jornal só
surgiria no verão de 1605, em Estrasburgo (que no início do século XVII fazia parte do
império alemão e hoje pertence à França). O primeiro jornal foi o “Relationen”, produzido

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